O escudo que
não esquecemos

Mais de 20 anos depois da entrada do euro, muitos portugueses continuam a associar a moeda única ao aumento dos preços e à perda de poder de compra

O euro entrou no bolso de 300 milhões de europeus de 12 nacionalidades, a 1 de janeiro de 2002. Poucos meses depois dos atentados de 11 de Setembro, a circulação da moeda representava, como afirmou o governador do Banco de Portugal à época, Vítor Constâncio, “um factor positivo, na medida em que permitiu ao euro-sistema responder facilmente, logo a seguir aos atentados contra a América”. À entrada do século XXI, a moeda da União Económica e Monetária, que foi adoptada por uma dúzia de estados membros a 1 de janeiro de 1999 e materializada três anos depois, representava o início de uma mudança profunda no dia a dia dos portugueses.

No ano em que se comemora os 40 anos da entrada de Portugal na CEE, atual União Europeia, o Diário LX apresenta um conjunto de peças jornalísticas sobre o que mudou nestas últimas quatro décadas. Pela forte aposta em scrollytelling (técnica narrativa mais visual e dinâmica), que, por agora, ainda não é possível no site, partilhamos o link para encontrar O escudo que não esquecemos. Entre as evidências do euro encontram-se as disparidades existentes entre os salários e o poder de compra dos diferentes países que aderiram à moeda única. Há quem acredite que o euro só retirou ainda mais poder de compra e o escudo tornou-se mais um motivo da saudade, sentimento tão típico dos portugueses.