Dois lutadores de luta livre americano durante um treino

Luta livre americana: força sem limites

Viagem ao universo do pro-wrestling, mais conhecido por luta livre americana. Uma reportagem fotográfica durante um treino que acompanhou a criação de histórias para cada personagem, a coreografia de movimentos e a mescla de experiência e juventude para solidificar a atual e próxima geração de lutadores de wrestling

A luta livre americana, agora denominado por pro-wrestling, foi um dos maiores espetáculos de entretenimento nos anos 50 e 60 do século XX, em Lisboa. Aos dias de hoje, longe dos grandes palcos como as grandes promotoras internacionais, alguns apaixonados treinam arduamente para entreter um público cada vez maior. No Centro de Shotokai de Queluz, Francisco Damião, de apenas 21 anos, dá aulas a um grupo de jovens lutadores. As idades variam, o tempo dentro do pro-wrestling nacional também, desde praticantes com 20 anos de experiência a outros com quatro meses de treino. Mas se algo é comum é a paixão pela arte de entreter através do wrestling.

O treino não começa sem a montagem do ringue, momento em que todos os alunos e o professor participam. É um ritual importante, se vão meter o corpo em risco, que seja numa plataforma que todos ajudaram a erguer. É aqui que começa a confiança, um sentimento fundamental para quem pratica a modalidade. Todos dependem uns dos outros para montar o melhor espetáculo possível e garantir a segurança de cada um. Este sentimento é transmitido desde o primeiro dia. A montagem do ringue e o aquecimento precedem uma aula baseada nos movimentos de agilidade, sequências fisicamente exigentes e na dança de corpos que simulam uma luta.

Outro fator importante no pro-wrestling é a criação de personagens com histórias. Há o bom (BabyFace) e o mau (Heel), e todos os alunos treinam ambas as vertentes, seja a vender a sua maldade e orgulho ou a criar uma história empática que puxe o público para o seu lado, tudo enquanto trabalham sequências de movimentos que contam a história de ambos os intervenientes. A versatilidade de atuação é um requisito para quem quer ser bem sucedido no wrestling, mais do que um desporto é entretenimento.

Para terminar, os wrestlers sobem ao ringue para montar combates curtos que servem de ensaios, no dia a seguir há espetáculo da promotora Wrestling Portugal e todos podem ser chamados para começar a sua história com outro lutador. A preparação é a chave para o sucesso. E que o diga Damião, que começou a treinar na adolescência e aos 21 anos é wrestler internacional, campeão em Espanha e que já lutou numa das maiores promotoras do Reino Unido.

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